quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

2013. Vamos andar de verdade agora.

Saudações, meus poucos e caríssimos visitantes.

Sem mais, deixo-vos mais uns versos meus:


O Cemitério

Os galhos o vento balança
E voz não se ouve a menor.
A lua no céu é criança:
Das nuvens brincando ao redor.

Na lápide um corvo descansa,
Grasnando seu cântico mor,
Enquanto mil corpos, sem dança,
Desfazem-se em ossos e dó.

Em meio à infinita tristeza
A Morte, infeliz e ilesa,
Mais quer devorar, ser maior.

E Cova, com grande fineza,
Conduz os mortais à beleza
Do fado do mísero pó.

Carlos Witalo.

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